segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Os 15 Princípios da Política

Fiquei pensando hoje sobre política, e elaborei uma listinha básica com 15 princípios da política, dentro do que eu estudei e refleti em meu melhor entendimento:

Os meus 15 Principios da Política:

1- Não existem ‘’estados ideais e perfeitos’’. Não espere por eles.

2- Enquanto houver pessoas com interesses opostos, haverá conflitos.

3- Seres humanos desejam fazer ou deixar de fazer coisas, e para isso precisam de poder. Poder para fazer ou deixar de fazer. Isso se chama Liberdade.

4- Tenha sempre em mente que podemos, seja em todo ou em partes, estar errados.

5- Liberdade não é sinônimo de moralidade, progresso ou justiça. Liberdade é, acima de tudo, PODER.

6- Pressuponha sempre pela pior das situações, nunca pelo melhor e ‘’ideal’’.

7- Jamais confie em um político. Este te trairia por muito menos. Eleja-os esperando NO MÁXIMO parte dos resultados que você deseja com a atuação dele na política. A real é: não espere nada deles.

8- A política é um ambiente AMORAL, até mesmo para as mais nobres das intenções. Ou seja, não espere que um político seja moral e honesto. Até para os motivos mais nobres e utilitários, um político pode se valer de meios imorais e desonestos, tais como a mentira, suborno e desvio de dinheiro.

9- Apostar no totalitarismo, absolutismo, autoritarismo, ditaduras e outras formas absolutas de poder é dar corda para se enforcar. Vide as premissas acima. Na política, JAMAIS coloque todos os ovos em um único cesto. Apostar em tais regimes é como dar um ‘’all in’’: o risco não vale a pena.

10- Fragmente o poder sempre que puder, de forma a colocá-lo contra si mesmo e limitar sua atuação. Mas não desestabilize-o ao ponto de criar o caos social.

11- Dar poderes absolutos ao Estado é tão ruim quanto tirar-lhe praticamente todos os poderes. Se o poder não está nas mãos do Estado, então com quem está? Quais pessoas e com quais grupos sociais estão com o poder?

12- A sociedade é feita de indivíduos interagindo entre si, assim como indivíduos são o que compõe uma sociedade. Individualismo absoluto é tão problemático quanto o coletivismo absoluto. A sociedade é um universo de pessoas, uma unidade de diversos. Considere tanto a unidade quanto a diversidade. Ambas são importantes.

13- Os poderosos, na execução de suas vontades, possibilitadas através do poder que possuem, dão causa à reforma, à rebelião, à revolta e à revolução que vai mudar o status, inevitavelmente. Vide os princípios 2, 4 e 6.

14- Nenhuma política é eterna, imutável e perfeita. As circunstâncias mudam o rumo da política. Eis o porquê: a política é amoral, visto que o entendimento moral da sociedade também muda.

15- Pondere, meça e calcule as circunstâncias e as consequências de suas ações enquanto estiver no poder. Um político, em seu próprio interesse, precisa ser um consequencialista. Colherá os frutos do cumprimento de suas próprias vontades. Vide o princípio 13.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

As 10 Sugestões

Se fosse para recriar os 10 Mandamentos (o que eu não chamaria de ''Mandamentos'', mas ''Sugestões):

Minhas 10 Sugestões seriam:

1° - Não entre para religiões, partidos políticos, torcidas esportivas ou outras organizações desse porte. Você vai encontrar muita frustração e estresse se o fizer, além de muita, mas MUITA, hipocrisia.

2° - Não tenha filhos, especialmente caso não esteja preparado, emocionalmente, fisicamente e financeiramente para cuidar deles. Mas também não julgue quem tenha filhos, porque muita gente teve sem ter a intenção, então pare de cagar em cima dos outros por isso. Essa sugestão se refere a quem ainda pode controlar essa situação.

3° - Não ligue muito para fama, títulos, honrarias, elogios e status. Um cadáver não se importa com eles e logo você se juntará ao clube, quer goste ou não. Sério. 99,9% da população mundial está cagando e andando pra você e seu ''status'', e eu sou uma delas. Sangue azul ou sangue vermelho, a Dona Morte vos aguarda na vala.

4° - Não trabalhe ao ponto de se frustrar e adoecer, tão somente para ficar rico, famoso e poderoso. Além de toda essa frustração, não é o que lhe trará amigos verdadeiros e não vai fazer as pessoas amarem você. Na verdade, muitas delas não esperam para te ver morto por isso. Não compensa tanta frustração para algo que só vai te frustrar ainda mais, como se fosse beber água do mar buscando saciar a sede.

5° - Tente ganhar o suficiente para manter suas necessidades básicas e alguns prazeres supérfluos que providenciem um pouco de conforto e diversão para fugir um pouco da realidade. Não julgo ninguém por fazer. Todos temos nossos escapes. Isso é caso não tenham filhos. Caso tenham, ganhem mais (por motivos óbvios)

6° - Não deseje/tenha muitas coisas caras e luxuosas demais. Perdê-las te trará muito estresse, tal como com qualquer coisa pela qual nos apegamos demais. Preferível ter bens baratos, uteis, práticos, duráveis e que satisfaçam nossas necessidades. Utilidade acima de estética. Mas também admito: um luxo ou outro é de boas.

7° - Não se leve tão a sério. Você pode estar (e com certeza está) errado sobre a vida, seja em ponto ou em outro. Eu me incluo nessa. Por isso eu chamei essa listinha de ''Sugestões'' e não ''Mandamentos''. Quem sou eu para definir o que você deve ou não fazer da vida? Todos podem ler isso e falar pra eu ir me foder...

8° - Perca a noção de valores absolutos e inerentes à existência e à vida. Você não sabe da missa a metade para falar com total certeza sobre tudo o que há.

9° - Seus amigos e sua família são muito mais prazerosos que bens, entorpecentes e festas com pessoas superficiais, orgulhosas e hipócritas, que dizem te amar e adorar e te elogiam, mas te trocariam por uma barra de Kitkat ou um pote de Nutella, te apunhalando pelas costas. Saiba valorizar bem a sua família e seus amigos (e em relação aos amigos, saiba filtra-los). Não confie em absoluto em ninguém, especialmente você mesmo.

10° - Felicidade não se trata de ''jamais sofrer novamente''. Isso não existe. Você vai sofrer em um ponto ou em outro em sua vida, inevitavelmente. E isso muito provavelmente por causa sua. Felicidade é saber lidar com a vida, seja no prazer ou na dor, nos altos e nos baixos. Nesse mar de inconstância e mutabilidade que é a vida. Sentir dor não é necessariamente ruim assim como sentir prazer não é necessariamente bom. Saiba viver os dois.

Enfim, essa são as sugestões que eu daria, baseado em tudo o que vivi e aprendi nessa pouca vida de 19 anos (ou seja, minha opinião vale de pouco a nada) e sim, admito que posso estar errado e equivocado, em todo ou em parte.

Essa é minha opinião.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

''Cidadãos de Bem''

Os ''cidadãos de bem'' e aqueles que os exaltam me faz lembrar dos relatos sobre os fariseus da época de Jesus:

Moralistas que pregavam obediência absoluta à lei (por mais que eles mesmos violassem as leis e a moral quando conveniente, tipo falsificando documento, furando fila, sonegando imposto, mentindo, violando leis de transito, usando entorpecentes enquanto condena outros entorpecentes, etc.), acusavam os outros de falta de moralidade, vagabundagem, corrupção e maldade e fechavam seus olhos para a situação das outras pessoas quanto seres humanos, por mais que o crime que essa pessoa tenha cometido fosse um crime grave.

Apontavam os dedos para todos e brandiam com orgulho que eram ''fiéis cumpridores da Lei'' e se consideravam o ''topo do top'' ao mesmo tempo que vestiam uma falsa aparência de humildade....

Viam maldade, injustiça, corrupção, impureza, desonestidade e hipocrisia em tudo, exceto em si mesmos.

E porque? Porque são ''cidadãos de bem''!

Os ''cidadãos de bem'' de hoje são os mais hipócritas: defensores da moral que eles mesmos quebram quando conveniente a seus próprios interesses e vontades.

Se orgulham da mascara ao mesmo tempo que a condenam.

Não é mais verdadeiro e honesto admitir que TODOS NÓS (sim, isso me inclui) somos hipócritas, falsos, fracos, falhos, frageis e ignorantes?

Que todos nós usamos mascaras e que não há nada inerentemente errado nisso?

Não é mais honesto admitir de uma vez que nenhum de nós somos, pelo menos na integralidade, honestos?

O que você prefere, um bêbado sincero ou um hipócrita sóbrio?

Um bêbado sincero não hesita em mostrar o verdadeiro teor dele, por mais irritante, danoso, cruel e desconfortável que o seja.

O hipócrita vai saber se controlar e controlar as palavras, embora não seja honesto no que dirá.

Ser sincero e honesto é sempre algo bom? Mentir é algo necessariamente ruim?

Admita, ninguém pode (e as vezes até nem deve) ser honesto e sincero o tempo todo.

Quem se coloca em um pedestal está fadado a ser derrubado, muitas vezes pelo peso de suas próprias burrices e contradições.

Não é mais honesto admitir que não precisamos de um pedestal?

Para que preciso um pedestal?

No fim todos nós iremos morrer de qualquer maneira, nosso planeta será engolido pela supernova que irá se tornar o Sol e tudo não vai fazer a menor diferença no final.

Mas enquanto vivemos é que importa o que fazemos.

Porque não viver uma vida mais honesta, admitindo para nós mesmos que da missa não sabemos a metade? Que somos ignorantes? Sendo honestos sobre nossa própria desonestidade?

Fácil é julgar o próximo. Difícil é entende-lo.

Quando apontamos um dedo, três se voltam contra nós mesmos.

Entendo o porque muitas pessoas, às vezes, apelam à desonestidade e atos que são considerados imorais, por mais que EU talvez ache errado.

E também não me impressiona que as pessoas venham a cometer atitudes dessas, especialmente quando levamos em conta as circunstâncias e a história da pessoa.

Mas eu entendo, ou pelo menos tento entender...

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Consequencialismo vs. Deontologia

Depois de um breve estudo sobre Ética, cheguei a seguinte conclusão:

Um deontólogo é alguém que joga no lixo a ética (questionamento da moral) e está cagando e andando com as consequências de suas condutas, visto que um deontólogo mede a conduta em si, e não as consequências decorrentes dela.

''Obedeça! Por mais que pessoas morram, obedeça! Obedeça a conduta que consideramos como INERENTEMENTE certa! Caso contrário, você estará agindo de forma errada e portanto injusta!''

Não obstante, governos totalitários, autoritários e conservadores tendem sempre a serem....deontologicos. Justamente porque você DEVE obedecer ordens, por mais que você ache elas injustas na situação. Afinal, são INERENTEMENTE certas ou erradas.

E por conveniência, quem questionar é preso, torturado e/ou morto, por ser considerado um ''inimigo público, agitador, terrorista e imoral''

Diferentemente, um consequêncialista - posicionamento que eu adoto - DEVE medir as consequências de seus atos.

Ou seja, o que importa não é o ato em si, mas a finalidade e a razão por trás do ato. Justamente por isso desconsidero que QUALQUER ação, por mais cruel e horrível que possa nos parecer (tipo tortura) não é INERENTEMENTE errado.

O que NÃO significa dizer que eu, Daniel, não ache tortura algo errado e que não deveria ser feito, em especial por parte da polícia e do Estado.

A ideia é justamente entender que em determinadas situações, contextos e circunstâncias, atos que para nós podem parecer intoleráveis DEVEM ser tolerados. Quer um exemplo? Leia o Caso dos Exploradores de Caverna.

Você realmente condenaria à morte alguém que, passando fome em um acidente numa caverna, canibalizar um corpo porque as leis e morais do seu pais assim ditam?

Canibalismo é algo certo ou errado?

Vê o problema em considerar condutas como ''inerentemente certas ou erradas''?

Vê o problema em considerar uma moral inerente e absoluta?

Por isso defendo que o mais sensato é ser um niilista moral; o que NÃO SIGNIFICA que uma pessoa não possa construir um código de conduta. Um niilista moral apenas afirma que NÃO EXISTE MORAL INERENTE AO SER HUMANO.

Legalidade e moralidade não se confundem com justiça.

Justiça é um valor positivo e desejável que damos à condutas humanas.

Moralidade e legalidade são coerções, proibições ou permissões socio-políticas.

E ainda adoto o pensamento utilitarista, que embora TENHA SIM falhas, até agora, é o melhor sistema ético que eu conheço: suas atitudes devem ser tomadas de tal forma que traga o máximo de resultados positivos para ao maior numero de pessoas possíveis.

Sim, isso inclui em eu aceitar a ideia de matar uma pessoa inocente para salvar outras 10 pessoas inocentes. Ou então de, por exemplo em uma situação de guerra, matar 10 soldados para salvar um médico que pode salvar mais de 10 pessoas, seja no campo de batalha ou em um hospital de campo.

Seja direta ou indiretamente, suas decisões DEVEM beneficiar o maior número de pessoas o possível.

O pensamento utilitário deve considerar sempre quantidade e/ou qualidade quando não são mutuamente exclusivas, afim de trazer o máximo de resultados positivos para o maior numero de pessoas o possível.

Mato 10 psicopatas ou salvo uma pessoa que nada fez? Mato um psicopata ou salvo 10 pessoas que nada fizeram?

Porém, também defendo que dilemas morais são situações pessoalmente miseráveis e devemos fazer o melhor para evitar tais situações.

Porém, em um caso desses, não é possível resolver através da moralidade: devemos ser utilitários.

E porque? Ora, se é um dilema moral, é porque a moral está se conflitando, e se está conflitando-se, não podemos resolver o caso usando-a!

Para evitar casos como esse, faça de tudo para evitar o litígio entre pessoas.

E se houver litigio, tente soluciona-lo da maneira mais rápida, eficiente e utilitária o possível.

E caso não consiga resolvê-lo, tente retardar ou diminuir ao máximo os efeitos negativos.

Em caso de dilemas morais (salvar um em detrimento do outro), seja utilitário.

Diante de tudo o que foi exposto, só posso concluir isso:

Escondendo-se por trás de uma máscara moral que facilmente pode ser quebrada e refutada numa situação prática, um deontólogo te diria para não mentir, mesmo se isso trouxesse a morte de 100 pessoas, porque mentir é ''inerentemente errado''.

Por isso sou um niilista moral, consequencialista e utilitário.

Vale frisar: não o sou por defender que eu sou ''uma pessoa boa, justa, moral e altruísta''. Sou uma pessoa MUITO individualista. A questão é, meu individualismo CONSEQUENCIALMENTE e curiosamente traz muitos benefícios para muitas pessoas.

É do meu melhor interesse ver outras pessoas se dando bem. Tenho muito a ganhar com isso.

Quem conhece meu posicionamento político sabe do que eu estou falando.

Se você ainda acredita em códigos morais inerentes e absolutos, só lamento. Refutem-me.

sábado, 27 de junho de 2015

Resumo de minha filosofia religiosa-filosófica-política

Religião

Sou um Agnóstico Panenmonodeísta Apatico Ignóstico Irreligioso

Agnóstico - Deus não pode (nem deve) ser conhecido, provado ou desprovado. Tenha fé ou não tenha fé em deus(es). Provar e ter fé são mutuamente exclusivas, pois em um você sabe e em outro você crê.
Panen- -A Natureza faz parte do que é Deus, mas Deus não se confunde com a Natureza (especulação pessoal minha)
-mono- -Acredito em um deus único e que engloba tudo o que há (especulação pessoal minha)
-deísta -Não acredito na revelação direta, tradição religiosa, milagres e não pratico religiões; não nego leis naturais e físicas para o funcionamento do mundo. Ou seja, acredito em um deus impessoal.
*embora deísta, não sou adepto do design inteligente, porque acredito que o universo é eternamente periódico. O nosso universo sempre existiu e existirá, porém acredito que ele funcione em ''períodos''
Ignóstico -  todas as outras posições teológicas, incluindo o agnosticismo (eu me incluo nisso: não tenho certeza nenhuma quanto à deus, embora eu especule sobre ele), presumem demais sobre o conceito de Deus, sua existência e outros conceitos teológicos.
Apático - não ligo se existe ou não um Deus, acho irrelevante para a humanidade e para atuação moral, ética e política do ser humano. Pessoas podem agir moralmente e construir sua política independentemente da existência ou inexistência de Deus. ''Se Deus não existe, tudo é permitido'' é uma das ideias mais absurdas que existem.
Irreligioso - não participo ou tenho uma religião, embora aprenda o máximo que puder com todas elas.

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Filosofia

Metafísica:

Não há sentido para existência. Existimos independentemente de valores subjetivos que o ser humano pode atribuir à sua própria existência.. A existência precede a essência.
A ciência contemporânea aponta a possibilidade de multi-universos, ou seja, talvez nosso universo seja um em um ''universo de universos''
Sobre Deus: o que é Deus e como ele é? Podemos conhece-lo? Se não, convém ser um agnóstico. Pessoalmente: não existem deuses pessoais valorativos ou avalorativos, como o judaico-cristão e os deuses pagãos, respectivamente.
Espírito/Alma/Anima: conexão entre a mente e o corpo físico. Não são os dois juntos, nem algo além do corpo. É a conexão entre os dois.
Sobre vida após a morte: não sei (agnóstico) e tendo a duvidar, pois como dito: não acredito em valores inerentes, tal como bem, mal, justo, injusto e punição divina (porque não acredito em deuses pessoais e valorativos)
A matéria permite a estrutura fisica para existir uma mente e a mente é capaz de reconhecer de maneira limitada a matéria que a sustenta e está presento no mundo à volta.
Seres humanos podem agir dentro dos limites em que podem agir. Existem coisas que independem da escolha humana, tais como a morte, por exemplo. Ou seja, o livre arbítrio não é absoluto. Tão pouco o determinismo é absoluto, pois um ser humano, às vezes, pode agir de maneira divergente apesar da situação em que se encontra.
O universo funciona, em grande escala, por uma lógica consequêncial (um planeta explode, voam fragmentos à altas velocidade, um deles entra na Terra e esmaga uma pessoa...Foi um ''acidente'' derivado de uma sequencia de fatores que não teremos a tempo os meios possíveis para explicar.)
A unica coisa que jamais muda em nosso universo é a dinâmica das coisas, o fato de tudo mudar.
O unico tempo em que o ser humano ''vive'' é o agora, embora fisicamente o tempo é relativo.
Só há o que há; o ''nada'' não existe. Não é algo objetivo. O ''nada'' só existe como um objeto de comparação (ser isto significa ''não ser'' isto)

Epistemologia:
Kantiana (os sentidos e a capacidade de conhecer não são absolutos e são limitados)
Nossos sentidos captam infomrações que nosso cérebro interpreta do objeto que observamos (e essa interpretação não corresponde ao que objetivamente é. Nossa interpretação de dados é uma aproximação do real) e nossa mente racionaliza os dados para tirar conclusões. Certas conclusões não precisamos de experiência para tirar, tais como conceitos e a matemática.
Só podemos conhecer o mundo dentro dos limites de nossa capacidade de conhecer. O que vemos da ''realidade objetiva'' é uma aproximação.

Ética:
Niilismo valorativo (não existe valores inerentemente)
Niilismo moral (não existe moral/imoral, justo/injusto, bem/mal , é um construto histórico-social com aplicações objetivas - direito)
Materialismo dialético - a realidade é feita na matéria e criamos ideias e construtos sociais a partir dela. O trabalho humano transforma a matéria e essa transformação gera consequências sociais e política.
O maior objetivo que uma pessoa pode atribuir à sua própria existência é ser feliz.
Ser feliz é estar em paz com você mesmo e com o mundo a sua volta, lidando com os altos e baixo, as vitórias e as derrotas, os aspectos que encaramos como positivos ou como negativos.
Utilitarismo deve ser o objetivo final de todo sistema político (criticas: o que é o ''bem maior para o maior numero de pessoas?'' e ''os fins justificam os meios?'')
Não faça a outrem o que um não deseja para si, exceto em casos de dilemas morais, estado de necessidade ou retaliações razoáveis, justificáveis e proporcionais contra alguém que violou a premissa à priori.

Estética:
Niilismo estético (não existe belo e feio inerentemente, é um construto social subjetivo feito a partir da socialização em uma sociedade em determinado espaço e tempo. O nascimento de um ser humano pode ser algo belo ou feio dependendo do observador. A beleza e a feiura são valores estéticos subjetivos do observador em relação ao objeto)

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Político - Social democrata a favor de um Estado republicano, semipresidencialista, laico, democrático e constitucional.

Pró:

Apoio a social-democracia.
Apoio a existência e regulamentação de direitos trabalhistas.
Apoio o feminismo (equidade de genero) e descontrução de costumes machistas.
Apoio o movimento LGBT, equidade de direitos e políticas de criminalização da homofobia.
Apoio o movimento negro, políticas de inclusão racial e desconstrução de costumes racistas.
Apoio politicas de inclusão de deficientes e acesso à justiça.
Apoio a legalização do aborto até o 3° mês de gestação.
Apoio o foco na resocialização de criminosos e incentivo para a contratação dos mesmos em empregos.
Apoio o Estado Laico e a liberdade de crença e culto ou pelo opção de não aderir a culto algum.
Apoio políticas ambientais sustentáveis e regulamentações pró-meio ambiente.
Apoio políticas afirmativas de inclusão social para famílias pobres em serviços públicos e acesso à justiça.
Apoio a legalização da cannabis como nova política de ''combate às drogas''.
Apoio ao respeito de gênero e sexualidade em ambientes públicos e políticos.
Apoio a regulamentação (não proibição) do porte de armas para uso de defesa pessoal, criando limitações para armas e munições, seja na qualidade e na quantidade.
Apoio o republicanismo semi-presidencialista democrático constitucional e laico.
Apoio a proibição de comerciais de entorpecentes (de todo genero).
Apoio a criação de um exército profissional (fim do alistamento obrigatório).
Apoio o desenvolvimento e financiamento de estudo das ciências espaciais e astronômicas.
Apoio um crescimento economico com respaldo ao meio ambiente e aos direitos sociais e coletivos.
Apoio a descriminalização da eutanasia para paciêntes conscientes.
Apoio o progressismo.
Apoio os Direitos Humanos.

Contra:

Contra o fascismo.
Contra o nazismo.
Contra politicas totalitárias (sim, sou de esquerda e isso inclui a URSS).
Contra ditaduras.
Contra monarquias absolutas.
Contra Estados teocráticos.
Contra o conservadorismo cristão (objeções políticas e teológicas a ele).
Contra o nacionalismo e patriotismo ufânico e intercompetitivo.
Contra o socialismo revolucionário.
Contra revoluções (não no sentido de reagir contra tais, mas como discordância de metodo para o progresso).
Contra reacionarismo (no sentido de negar direitos humanos, progressos cientificos, artisticos e acadêmicos, etc.).
Contra o conservadorismo (visto que a sociedade está sob constante mudanças e adaptação é necessária, além de conservadorismo em relação de tradições e conceitos ultrapassados).
Contra o anarquismo (o Estado é uma consequência de uma sociedade numerosa incapaz de se ordenar. Em sociedade pequenas, pouco numerosas e com recursos abundantes para todos, até considero possível).
Contra o liberalismo econômico e o neoliberalismo (visto que intervenções do Estado são necessárias para evitar abusos da sociedade civil para com si própria. Isso se trata da segunda e terceira dimensão do Direito).
Contra o socialismo vinculado à doutrinas religiosas, de todo o tipo.
Contra o armamentismo irrestrito.
Contra politicas segregacionistas de classe e costumes elitistas.
Contra políticas homofóbicas e costumes homofóbicos.
Contra políticas segregacionistas racistas e costumes racistas.
Contra políticas sexistas (seja para com homens ou para com mulheres) e costumes sexistas.
Contra a confusão entre Estado e Religião.
Contra a política de ''guerra contra as drogas''.
Contra a pena de morte e tortura.
Contra escravidão em todas as suas formas.
Contra o trabalho infantil.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Necessidades e o Supérfluo

Enquanto o ser humano continuar com a falsa e irracional premissa de que as necessidades humanas são infinitas em um planeta de recursos e espaço limitados, haverá conflitos entre nações e poluição ambiental sem precedentes.

E isso irá nos levar a nossa destruição.

A lógica desse sistema será a ruína dele.

É inevitável que um sistema econômico falhe e caia por terra devido às suas próprias contradições, sendo que ao mesmo tempo é ruim, pois gera muito sofrimento e injustiças no processo, como é bom, pois permite o desenvolvimento tecnológico e a evolução da sociedade.

Todo sistema dá fim a si próprio, isto é o que a história nos mostra.

O que creio ser verdadeiro é que as VONTADES HUMANAS são ilimitadas, mas não as necessidades.

O ser humano sobreviveu por milhares de anos (de forma dura e sofrida, admito) com o que necessitava: água, comida, vestimentas, abrigo, etc. Todas coisas realmente necessárias para a nossa existência.

Não nego que é DESEJÁVEL, porém não NECESSÁRIO, superfluidades. Música, filosofia, as belas artes, festas, etc. Tudo isso é algo desejável e que tornam a vida mais prazerosa, porém, por mais prazerosa e desejável que seja (e eu gosto muito dessas coisas), devemos admitir que não são necessárias.

O ser humano viveu milhares de anos sem tais coisas até evoluir a um ponto onde seres humanos pensam serem coisas necessárias por estarem tão acostumados com um estilo de vida que acham que irá se perpetuar. Ledo engano.

A falta de autocontrole é o que leva um povo à sua própria ruína.

Convém não ter tudo o que um deseja ter.

Convém limitar-se, e isso é a característica das pessoas verdadeiramente livres, pois somente os livres tem a capacidade e o poder de controlar os próprios desejos e limitar-se por livre e espontânea vontade.

A maior benção, às vezes, é não ter o que queremos, pois isso nos permite refletir sobre o que desejamos para nós mesmos, e quais são as consequências de atender esse desejo, seja em relação a você, seja em relação aos outros a sua volta.

Mas a realidade não é o caso, e colheremos os frutos de nossas ações como um todo.

E a consequência que eu prevejo de nossos ''pecados'' são os ''Quatro Cavaleiros do Apocalipse'': guerra, pestilência, fome e morte em âmbito global.

E torça para que alguém não seja tolo o suficiente de usar o poder do átomo para tal.

Guerras nunca mudam, seja para sobreviver e lutar por sua própria vida, seja para levar seu próprio povo à ruína buscando perpetuar o que é imperpetuável. Guerras nunca mudam, mas o ser humano muda.

Bancada BBB

Bancada da bala, da bola, ruralista e evangélica.

Com toda certeza essas bancadas lutam pelo desenvolvimento social e cultural do país de forma a torna-lo autônomo e suficiente no cenário global, seja politicamente, socialmente e economicamente. ‪#‎SQN‬

Enquanto houver gente defendendo:

Que ''bala'' é a solução para a criminalidade generalizada que a própria organização social produziu, em sua grande parcela, por causa das desigualdades materiais latentes entre ricos e pobres.

Que ''bola'' (referente ao futebol, o nosso ''national pastime'') é felicidade e praticamente um ''dever ser de todo brasileiro'', e não um pão e circo onde poderosos envolvem-se em esquemas de corrupção, sejam empresários, jogadores e políticos de TODOS os partidos.

Que vivemos em um estado ''Laico-cristão'', de modo a vedar direitos fundamentais com uma justificativa fundamentalista construída a partir de dogmas de uma determinada religião. Sinto informar, mas não existe ''Laico-cristão''.

Ou é LAICO, ou é CONFESSIONAL, ou é uma TEOCRACIA, decida-se.

Eu já me decidi: prefiro um estado LAICO, em seu sentido estrito e claro, pois ao meu ver, é o único tipo de Estado que realmente tolera a divergência e a multiculturalidade.

E apoiando cegamente e incondicionalmente grandes corporações e fazendeiros latifundiários (nacionais ou estrangeiros), defendendo que isso é ''desenvolvimento'', quando na verdade trata-se de CRESCIMENTO ECONÔMICO, no qual uma determinada parcela colherá os benefícios e sem respaldo e responsabilidade nenhuma para com o progresso e justiça social, o meio ambiente e à dignidade humana, sobretudo de minorias e grupos hipossuficientes.

Enquanto houver na política pessoas defendendo esses absurdos, esse país vai continuar o que está: um capacho da exploração dos países no norte e das elites internas, cujas quais são apoiadas e manipuladas por esses mesmos países através da ideologia propagada pela mídia e por ''doações'' (leia-se SUBORNO) privadas de campanha política, tendo por consequência um desenvolvimento sócio-econômico-cultural ruim comparado ao montante de riquezas nacionais que esse país já produziu e com violações constantes aos direitos e a dignidade humana por parte das instituições sociais como o Estado, a polícia e grupos da própria sociedade civil.

Esse país cresceu e se desenvolveu muito nesses 27 anos de democracia (ainda que frágil) que conseguimos com muita luta e suor, porém há muito a se desenvolver e evoluir ainda, seja culturalmente, socio-economicamente e politicamente falando.

Mas acima de tudo, acho que o primeiro passo é haver uma renovação na consciência e na moral do povo, não adotando a velha, tradicional e relativamente ultrapassada moralidade judaico-cristã (embora muitos elementos dela realmente sejam importante e desejáveis), mas uma moral moderna, humanista, secular e racional, que defenda a dignidade para todos.

Essa é minha opinião.